Bioanalises
Resultado de Exames Unidades

Porto Alegre

Central de Atendimento

(51) 3346-6100

Porto Alegre

Júlio de Castilhos

(51) 3224-9000

Porto Alegre

Centro Histórico

(51) 3224-7584

Porto Alegre

Unidade Passo D´Areia

(51) 3325-0403

Novo Hamburgo

Unidade Centro

(51) 3594-1606

Esteio

Unidade Centro

(51) 3459-4548

São Leopoldo

Unidade Centro

(51) 3568-4848

Gravataí [nova unidade]

Unidade Centro

(51) 3484-1247

Porto Alegre

Unidade Menino Deus

(51) 3023-7688

Canoas

Unidade

51 3059.9300

Retorna

Oito questões importantes sobre os riscos de se comer carnes processadas

A Organização Mundial da Saúde – OMS, lançou no final do mês de outubro um novo relatório oficial apontando que o consumo de carnes processadas como bacon, salsichas, linguiças e presuntos, como alimentos “sabidamente carcinogênicos”, isto é, que favorecem o aparecimento de câncer, em especial o câncer de intestino. Como era de se esperar, as redes sociais na internet “bombaram” de posts e comentários. Bastou a notícia do relatório para as pessoas acharem que se comessem um sanduíche de salame italiano estariam correndo o risco de terem câncer. O que acontece é que o consumo exagerado deste tipo de alimento – e exagerado quer dizer de uma a mais vezes ao dia, por exemplo – é que foi alvo do estudo. Portanto, se você vai comer um cachorro-quente uma ou duas vezes por semana é muito menos arriscado do que fumar 3 cigarros, uma vez que a OMS colocou as carnes processadas no mesmo grupo do Cigarro.
Segundo o documento, 50 gramas de carne processada por dia, o equivalente a duas fatias de bacon, aumentam a chance de desenvolver câncer colorretal em 18%. De forma mais branda, pela falta de provas mais contundentes, a organização também reforçou o alerta em relação à carne vermelha. Entenda a seguir o que significa a avaliação da OMS, os riscos associados ao consumo desses tipos de alimentos e como cultivar hábitos mais saudáveis.

1. O que é carne processada?
A carne processada foi modificada para estender o tempo em que ela pode ficar na prateleira ou para alterar seu sabor. Os principais métodos para isso são a defumação, o processo de cura ou a adição de conservantes. Simplesmente passar a carne por um moedor não significa que o resultado disso seja uma carne processada, a não ser que ela seja modificada de outras formas.
Carnes processadas incluem bacon, salsichas, linguiças, salame, carnes curadas ou salgadas e presunto, além de carnes enlatadas e molhos à base de carne. A carne vermelha, colocada sob alerta pela OMS, tem uma cor mais escura que a carne branca, como é o caso de carnes de vaca, carneiro e porco, por causa dos altos níveis de proteína, que se unem ao oxigênio, à hemoglobina e à mioglobina presentes no sangue e nos músculos.

2. Por que essas carnes causam câncer?
Químicos cancerígenos podem se formar no processamento da carne, como compostos N-nitrosos e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. Cozinhar a carne a altas temperaturas, especialmente no churrasco, também pode produzir químicos perigosos.
No entanto, especialistas da OMS admitem que o risco de câncer “ainda não é compreendido totalmente”.

3. Consumi-las é muito arriscado?
A cada 50g de carne processada por dia – menos do que duas fatias de bacon -, o risco de desenvolver câncer aumenta 18%. Para cada 100g de carne vermelha, o risco é elevado em 17%, apesar de a OMS apontar que as evidências disso ainda são limitadas.

4. O que significa a classificação da OMS?
A OMS classifica agentes cancerígenos em cinco grupos:
Grupo 1 – cancerígeno para humanos;
Grupo 2A – provavelmente cancerígenos para humanos;
Grupo 2B – possivelmente cancerígenos para humanos;
Grupo 3 – não classificável;
Grupo 4 – provavelmente não cancerígeno.
As carnes processadas foram incluídas no primeiro grupo, já que evidências científicas mostram que elas definitivamente causam câncer. Isso não significa, no entanto, que todos os agentes do grupo 1, no qual estão também o tabaco, o plutônio e o álcool, são igualmente perigosos. Carnes vermelhas estão no grupo 2A, porque a OMS diz que as evidências ainda são insuficientes para classificá-las de outra forma.

5. Comer carne processada é tão ruim quanto fumar ou beber?
Não. Estimativas apontam que 34 mil mortes anuais por câncer se devem a dietas com alto consumo de carne processada. Em comparação, 1 milhão de mortes por ano são causadas pelo hábito de fumar e 600 mil, pelo consumo de álcool.

6. Quanta carne vermelha devemos comer?
A OMS afirma que faltam evidências suficientes para determinar níveis seguros para seu consumo. O Fundo Mundial para Pesquisa de Câncer defende que se coma o mínimo possível de carne processada e 500g de carne vermelha cozida (ou 700g de carne crua) por semana.

7. Devo virar vegetariano?
A carne ainda é uma boa fonte de proteína, vitamina B e minerais, como ferro e zinco.
Frankie Phillips, porta-voz da Associação Dietética Britânica, diz que “ainda devemos incluir a carne vermelha na dieta, porque é uma boa forma de obter nutrientes essenciais”.
“Em geral, não há problema em consumir um pouco, mas talvez seja bom buscar meios de aumentar a quantidade de alimentos como leguminosas”.

8. Como reduzir o consumo de carne?
Phillips diz que isso pode ser feito de diferentes formas, como:
Incrementar pratos, como massa à bolonhesa feita com carne moída, usando também grãos, como lentilhas vermelhas; Combinar tiras de cordeiro ou bife, feitas a partir de cortes mais magros, com muitos vegetais; Reservar alguns dias da semana para não comer carne.

Fonte: BBC Brasil e Blog Dr. Drauzio Varella, com redação da AZV Agência de Conteúdo, por Alessandro Azevedo – jornalista reg. profissional MtBRS 7743, especial para Ozone Comunicação e Design.